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No Oriente Médio

sunny
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Começamos nosso dia às 4 horas da manha no aeroporto de Bangkok, nosso vôo partiu as 6 horas da manhã em direção a Jordânia, com duas paradas no caminho, a primeira no Oman e depois no Líbano. O vôo de Bangkok para o Omã foi muito bom, avião novo e vários turistas no vôo, descemos no aeroporto de Muscat (Mascate), a capital do Omã, esperamos 3 horas ate o próximo vôo em direção ao Líbano, foi então que percebemos que haviam somente muçulmanos no nosso vôo, e a única outra mulher no vôo, estava completamente coberta, o que me fez sentir um pouco inconfortável, todos os olhares se direcionavam para nós dois. O terceiro vôo foi rápido, em 40 minutos chegamos em Amã, capital da Jordânia, o nosso motorista nos esperava para nos levar a cidade de Madaba, onde passamos a noite e partimos para Petra no dia seguinte.

Dividimos o custo de uma van entre 6 pessoas e fizemos um tour pela King’s Highway (Rodovia do Rei), onde passamos por canyons e ruínas de castelos, um lugar mais impressionante que o outro. Chegamos em Petra no final do dia. Acordamos bem cedo e caminhamos ate os portões de entrada, nos primeiros 5 minutos já nos deparamos com formações rochosas gigantescas, com um caminho cortado no meio, impressionante! Ao final do caminho, chegamos a famosa escultura da Câmara do Tesouro, uma das esculturas que estão em quase todos os cartões postais de Petra, Petra surgiu das mãos de um povo nômade, uma cidade esculpida em arenito que resistiu à ação do tempo. Por 600 anos, uma cidade encravada no deserto da Jordânia foi considerada lenda, como Atlântida ou Tróia. Apesar de dezenas relatos ancestrais, que descreviam com precisão os monumentos grandiosos esculpidos em rocha, ninguém foi capaz de localizá-la até o início do século XIX. Segundo essas mesmas narrações, Petra surgiu pelas mãos dos nabateus, que apareceram no Oriente Próximo por volta do século VI a.C., durante o Império Persa. Segundo os historiadores Estrabão e Diodoro da Sicília, os nabateus eram cerca de 10 mil beduínos que viviam do transporte de especiarias, incenso, mirra e plantas aromáticas. Eles levavam a carga da Arábia Feliz, atuais Iêmen e Omã, até o Mediterrâneo. Esses nômades, “desejosos de preservar sua liberdade chamando de ‘sua pátria’ ao deserto, não plantavam trigo e não construíam casas”, como conta-nos Jeremias, no Velho Testamento, iriam surpreender a todos criando um império e esculpindo sua capital – Petra. Posso dizer que foi um dos lugares mais impressionantes que eu já vi.

Fomos muito bem recebidos na Jordânia, os nativos são muito amáveis, sempre tentando conversar e saber a nossa nacionalidade, mostrando um imenso entusiasmo ao saber que eu era brasileira, ainda mais agora em época de copa do mundo, o futebol brasileiro é extremamente adorado no Oriente Médio, tanto que quase todos os bares possuíam bandeiras do Brasil estampadas nas janelas, o que me fez sentir muito bem recebida. Acredito que Petra se tornou muito popular no Brasil, deve ser por causa da novela das 8, passamos por vários grupos de brasileiros, o Jonathan reconheceu o grupo quando viu uma pessoa com a camisa do Atlético (vimos mais uns 3 vestindo a camisa do furacão, pra alegria do tio Osni). Vale à pena mencionar que a mulherada brasileira nesse grupo, não tinha noção do que vestir, vestido e salto alto??? Por favor!

No dia seguinte partimos para o sul da Jordânia, em direção a fronteira com Israel, depois de algumas barreiras policiais e de ter nossa bagagem checada nos dois lados da fronteira, sem muita interrogação chegamos no lado Israelita. De la embarcamos em um ônibus em direção a Jerusalém, uma cidade cercada por muita historia e conflitos entre islâmicos e judeus, um lugar que esta constantemente construindo sua historia.

Posted by flaviaU 05:16 Archived in Jordan

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Comments

ola, joh and flavi , q legal q vcs encontraram trs atleticanos e vcs falaram com eles...?, de onde eles sao? parabens pela viagem pelos contatos com a gente e aproveitem , pois, isso nao tem preço, fiquem com deus um beijo e abraços a vocês dois bye bye tio osnmi.

by Osni

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